Valor máximo de utilização de papel reciclado na indústria papeleira é atingido em 2019 – Lisboa Green Capital 2020
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Valor máximo de utilização de papel reciclado na indústria papeleira é atingido em 2019

Passo a passo os hábitos de reciclagem vão-se enraizando nas pessoas e na própria indústria. Em 2019, a taxa de utilização de papel reciclado na indústria papeleira atinge máximo histórico.

No passado ano, a taxa de papel reciclado utilizado na indústria papeleira na Europa aumentou em 1,5% relativamente ao período homólogo, traduzindo-se num “marco histórico”, de acordo com os dados divulgados pela CELPA – Associação da Indústria Papeleira.

Segundo o comunicado divulgado pela CELPA, dos 90 milhões de toneladas de papel e cartão produzidos em 2019 na Europa, mais de metade – 54,6%, foram criados a partir de fibras recicladas. No que toca à taxa de papel reciclado utilizado pela indústria papeleira, houve um aumento de 1,5%, em relação ao ano anterior, traduzindo-se assim no valor mais alto de sempre.

A taxa de reciclagem de papel também tem acompanhado esta tendência, tanto que “aumentou para os 72%, face aos 71,7% em 2018” como pode ser lido no comunicado. Para Luís Veiga Martins – secretário-geral da CELPA, estes dados “são excecionais e confirmam o empenho e o compromisso na sustentabilidade, na promoção da economia circular, quer dos consumidores quer da indústria”, demonstrando que ambos estão “sintonizados na importância da reciclagem”, o que “permite resultados históricos”.

Por outro lado, no que toca à produção, esta manteve-se estável, sendo que no segmento da pasta houve um crescimento de 6,1% em 2019, “fruto de avultados investimentos para aumentar a sua capacidade e as exportações dispararam 48%”. No entanto, face à pandemia COVID-19, Luís Veiga Martins avisa que “nos primeiros cinco meses deste ano, a produção de papel e cartão recuou 4,5% “.

Estes dados são uma compilação da CEPI – Associação Europeia da Indústria Papeleira e mostram-nos ainda que 84,2% da madeira consumida pela indústria papeleira é de origem europeia, sendo que “24% da madeira utilizada é proveniente de fontes circulares”, como “serralharias e outras indústrias que têm na madeira a sua matéria-prima”, explica a entidade.