Os Museus abrem portas no Dia Internacional do Museu – Lisboa Green Capital 2020
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Os Museus abrem portas no Dia Internacional do Museu

A data não foi escolhida ao acaso, desde 1977 que dia 18 de maio é o Dia Internacional dos Museus. Instituído pelo ICOM – Conselho Internacional de Museus, este ano o lema é a “diversidade e inclusão”, incluído assim diversas iniciativas de norte a sul do país e onde a entrada é gratuita, neste dia, em quase todos os espaços.

Mais de dois meses após o encerramento forçado devido à pandemia COVID-19, a abertura destes espaços de cultura é visto como um “ato simbólico que convida à visita e a um confiante regresso à normalidade, e à fruição cultural. Constitui uma metáfora para a resiliência e a versatilidade, que tanto os Museus, Palácios e Monumentos, como os seus visitantes têm demonstrado ao longo dos tempos”, segundo a Direção-Geral do Património Cultural. Contudo, neste primeiro encontro com a arte, as regras de saúde e segurança são fulcrais para que não haja um retrocesso no desconfinamento.
Assim, antes de se aventurar numa visita a um museu, cumpra algumas regras de segurança, para que tudo corra da melhor forma.

Antes de Ir:

Confirme se o espaço está aberto, qual o horário de funcionamento, se mantêm todas as suas funcionalidades e se é preciso marcar a sua visita.

No Local:

  • Pagamento preferencial, em alguns casos chega a ser obrigatório, com cartão;
  • Funcionam apenas os bengaleiros autónomos, como por exemplo, os cacifos com moedas;
  • Desinfeção de mãos à entrada;
  • Uso obrigatório de máscara;
  • Lotação máxima de 5 pessoas por 100m2;
  • Distanciamento de 2 metros entre pessoas, caso não pertençam à mesma família;
  • Limitações à utilização de audioguias e folhetos de uso indiferenciado – em alguns casos haverá audioguias disponíveis através de telemóvel;
  • Limitação de equipamentos que convidem à interação;
  • Lojas, restaurantes e cafetarias fechadas ou a funcionar com limitações.

Algumas opções a ver:

Museu Berardo

Localizado no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, reabre o seu espaço físico com entrada gratuita. Finalmente, vai ser possível, ao público, assistir à exposição de Julian Opie que, até então, só tinha sido transmitida online através dos sites e redes sociais do museu.
Também as mostras Mutações. The Last Poet, de Joana Escoval, e Deeper Shades. Lisboa e Outras Cidades, de Andreas H. Bitesnich estão disponíveis para se ver na visita.
Contudo, nesta nova fase, o Museu Berardo vai continuar a apostar no digital. Assim, visitas orientadas a exposições e obras conduzidas tanto por artistas, curadores ou mediadores culturais estarão disponíveis online.

Centro Cultural de Belém 

Apesar de manter o seu programa digital #CCBCidadeDigital, a partir de hoje o CCB reabre parte dos seus serviços. Uma das exposições a não perder é O Mar É a Nossa Terra, patente da Garagem Sul. Leia aqui mais sobre esta exposição.
“Aproveitámos para melhorar a sua experiência ao visitar a Garagem Sul. Agora, todos os visitantes podem percorrer a exposição acompanhados de um guia explicativo em áudio, acessível através do seu telemóvel (recomendamos que traga os seus headphones)”, avisa o CCB.

Fundação Calouste Gulbenkian 

O Edifício da Coleção Fundador reabriu hoje, havendo limitação ao número de visitantes da Coleção do Fundador e da exposição temporária A Idade de Ouro do Mobiliário Francês.
A Coleção Moderna continuará fechada, antecipando o encerramento previsto para as obras de remodelação que ligarão o edifício ao novo jardim.

Museu Nacional de Arte Antiga

O MNAA reabre com a apresentação do espaço onde os Painéis de São Vicente serão restaurados.
Também será inaugurada a exposição “A linha que fecha também abre”, comissariada por João Pinharanda e onde as obras do artista contemporâneo Julião Sarmento são juntas a oito desenhos italianos renascentistas. O museu apresenta ainda a última aquisição para o seu acervo: um desenho de Domingos Sequeira.
Para saber um pouco mais sobre a reabertura do MNAA, espreite o nosso artigo.

Museu Nacional de Arte Contemporânea

Para além das exposições já patentes e que se mantêm: “Biografia do Traço. Coleção de Desenho (1836-1920)” “Pedro Gomes. Encontro às cegas”, o MNAC inaugura no seu átrio a mostra “Nos Palcos da Paixão”, uma exposição que gira em torno da obra Otelo e Desdémona do artista Muñoz Derain.