O Parque das Nações foi invadido por um monstro marinho – Lisboa Green Capital 2020
-Notícias

O Parque das Nações foi invadido por um monstro marinho

Tempo médio de leitura: 2 minutos

Se nos próximos dias passar pelo Parque das Nações e reparar que há algo novo nas suas águas não estranhe, este é o mais recente habitante do lago do Oceanário.

Colorida, grande e chamativa, a peça de arte, moldada a partir de 300 mil garrafas de plástico utilizadas, pretende chamar a atenção para a poluição dos oceanos, bem como para a sua sustentabilidade.

A iniciativa que assinala o Dia Mundial da Água – celebrado no dia 22 de março – é a primeira ação do movimento #Purify by ECO, que pretende alertar para os danos ambientais da utilização excessiva do plástico, ao mesmo tempo que reforça a necessidade de adotar soluções não poluentes.

Com 50 metros de altura, a escultura foi criada pelo coletivo Skeleton Sea, do qual fazem parte os surfistas Xandi Kreuzeder, Dado e Joakim, e é o resultado da recolha de 12 toneladas de garrafas de plástico, entregues por 150 Eco-Escolas de todo o país.

“O movimento nasceu com o intuito de alertar os portugueses para o grave problema ambiental causado pelo uso excessivo de plástico descartável e mobilizá-los para a escolha de produtos amigos do ambiente, lembrando que anualmente 6 mil milhões de garrafas PET são lançadas aos oceanos”, salienta, em comunicado enviado à agência Lusa, a Eco – Água Filtrada, promotora da iniciativa.

A organização frisa que Lisboa passa a ter um Monstro Marinho que representa algo “que não é mitológico: o ´monstruoso` volume de plástico nos oceanos”.

A peça de arte colaborativa é apresentada como “o ícone” do movimento #Purify e quer passar a mensagem de que “a humanidade está a ser literalmente ´engolida` pelo seu próprio plástico”, realçam os promotores.

O projeto da instalação de arte resulta da colaboração entre a ECO, o Oceanário de Lisboa, os Skeleton Sea, o Pingo Doce e 150 Eco-Escolas.