Lisboa entre as 105 melhores cidades na ação climática – Lisboa Green Capital 2020
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Lisboa entre as 105 melhores cidades na ação climática

Portugal aparece três vezes na lista das cidades que lideram as políticas de adaptação climática. Lisboa, Guimarães e Sintra estão entre as 105 cidades do mundo líderes no que toca à ação climática, segundo a lista divulgada pela organização internacional “Carbon Disclosure Project”.

A “Carbon Disclosure Project” – organização que produziu e divulgou o ranking é uma organização sem fins lucrativos, com sede no Reino Unido que apoia investidores, empresas, cidades e regiões a gerir impactos ambientais.

A avaliação da organização recaiu sobre 850 cidades e mais de 8000 empresas dos quatro cantos do mundo e é baseada em dados relacionados com emissões, vulnerabilidades relacionadas com o clima e ações para reduzir as emissões e adaptação aos riscos. Com estas avaliações “a CDP procura incentivá-las e conduzi-las no caminho da transparência e ação climáticas”, refere a organização.

Conforme o resultado as cidades são classificadas de “A” a “D”, Lisboa aparece na lista “A” porque, como diz a CDP, reduziu em 50% as emissões entre 2002 e 2014 e o Plano Diretor Municipal inclui um plano de hortas urbanas que aumentará em cerca de 20% as zonas verdes, também é alvo de destaque o plano de ação para a construção de 75 novos quilómetros de novas estradas de autocarros e 92 quilómetros de redes pedestres.

De 2018 para 2019, a lista das cidades que aparecem na lista aumentou de 43 para 105, estando um terço localizadas na Europa. E das 850 cidades analisadas, cerca de 12% chegaram à lista A deste ano, o que significa um aumento de 7% em relação ao ano passado, o que para o CDP significa que o número de cidades com rigorosos padrões ambientais aumentou “As cidades estão a levar a crise climática mais a sério do que antes. No espaço de um ano, o número de cidades da Lista A aumentou de 43 em 2018 para 105 em 2019. Representando uma população global combinada de 170 milhões, estas regiões estão a liderar a transição para um futuro seguro do clima e a dar o exemplo para outros seguirem”, lê-se na nota divulgada.

Das cidades que deram resposta ao pedido de divulgação de dados, o CDP destaca a cidade de Manchester, que está no bom caminho para atingir a neutralidade carbónica em 2038, meta que pretende cumprir através de medidas como o corte de gases de efeito estufa equivalentes a 20.6 milhões de toneladas métricas de CO2 da atmosfera. A cidade sul-africana Durban Metro é também alvo de destaque ao pretender que 40% de consumo de eletricidade venha de energias renováveis até 2030. Por sua vez, a cidade de Petaling Jaya, na Malásia, adotou medidas exemplares para entrar na lista: em 2011 lançou um esquema de impostos que oferece descontos fiscais a moradores que adotem medidas de modernização de edifícios e façam escolhas de vida mais sustentáveis, como a aquisição de veículos elétricos.

A lista “A” ao ser composta por países com realidades tão disparas mostra-nos que as preocupações ambientais e o senso de urgência para as mudanças se está a intensificar, especialmente nos países em desenvolvimento que acabam por sentir os efeitos climáticos extremos de uma forma mais direta.