Grenoble é Capital Verde Europeia 2022 – Lisboa Green Capital 2020
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Grenoble é Capital Verde Europeia 2022

A cidade francesa Grenobla conquistou hoje o prémio Capital Verde Europeia 2022, a decisão foi anunciada pelo Comissário Europeu do Ambiente, Oceanos e Pescas, Virginijus Sinkevicius, numa cerimónia online. Gabrovo na Bulgária e Lappeenranta na Finlândia, partilham o prémio European Green Leaf 2021.

O relógio marcava 16 horas quando a cerimónia que pretendia dar a conhecer a Capital Verde Europeia 2022, bem como a vencedora do European Green Leaf 2021, começou. Num registo completamente diferente do previsto, devido à pandemia, a cerimónia foi dirigida por João Pedro Vasconcelos e contou com a presença de José Sá Fernandes, Vereador do Ambiente, Clima e Energia e Estrutura Verde, João Pedro Matos Fernandes, Ministro do Ambiente, Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Viginijus Sinkevicius, Comissário Europeu do Ambiente, Oceano e Pescas, Pekka Timonen, Presidente da Câmara Municipal de Lahti (a próxima capital verde europeia) e os presidentes das cidades vencedoras.

Os prémios European Green Capital e European Green Leaf são uma iniciativa da Comissão Europeia que pretende recompensar e destacar as políticas ambientais de sucesso nas cidades mais verdes da Europa. Estes títulos são uma forma de inspirar mais cidades a melhorar a sua qualidade de vida, mostrando ao mundo que qualquer cidade pode ser uma Green City.

A situação atual de pandemia vivida em todo o mundo foi sentida, não só neste formato online, como no discurso de todos os decisores políticos, assim como, a necessidade assumirmos um compromisso com a mudança.

“Lisboa teve a honra de ser a vencedora da Green Capital em 2020. Apesar dos eventos planeados para este ano não terem tido a expressão pública que era pretendida devido à pandemia, a capital portuguesa merece a distinção. O compromisso das autoridades municipais com a sustentabilidade, com o aproveitamento do espaço verde e com a qualidade da vida urbana foi certamente a base das suas escolhas”, refere o Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, relembrando os esforços e as adversidades que a nossa capital teve de enfrentar.

Também o Comissário Europeu, Viginijus Sinkevicius, reforça esta ideia, relembrando que esta é uma oportunidade de “salvar o futuro”. 

“O mundo está a enfrentar outra crise com níveis sem procedentes de poluição, perda substancial de biodiversidade e os impactos das mudanças climáticas (…) estamos preparados para a mudança e preparados para seguir em frente porque a natureza não pode pagar mais o preço [dos nossos atos] (…) precisamos de reduzir as nossas emissões, proteger a natureza, a biodiversidade, salvar os nossos recursos”.

O comissário acrescenta ainda que “este ano foi um dos mais desafiantes dos nossos tempos, mas os vencedores e finalistas dos prémios Green capital e Green Leaf provaram ser resilientes e mostraram-nos que, mesmo nas mais difíceis circunstâncias, é possível fazer mudanças (…) os mais jovens olham para nós, os líderes políticos, para salvarem o seu futuro. “

Esta ideia é algo que vai de encontro à mensagem do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina: 

“Em 2021, Lisboa vai continuar a ostentar o título de Capital Verde, rumo à sustentabilidade” e uma das lições da pandemia “é que a agenda da sustentabilidade agora é mais urgente. Precisamos usar este impulso para crescer e trabalhar juntos. Este prémio é para o futuro”, sublinha.

Green Leaf 2021

O prémio que pretende inspirar cidades mais pequenas a serem sustentáveis teve dois vencedores: Gabrovo, na Bulgária, e Lappeenranta na Finlândia. Ambas irão ostentar o galardão em 2021 e receber um incentivo financeiro de 75 mil euros da Comissão Europeia.

No discurso da vitória, tanto Tanya Hristova, presidente da Câmara de Gabrovo (Bulgária), como o presidente de Lappeenranta (Finlândia) agradeceram o reconhecimento dos esforços das cidades.

A par com Gabrovo e Lappeenranta, também as cidades de Elsinore, Nyborg e Ringkøbing-Skjern (Dinamarca) estavam nas cinco finalistas da competição.

European Green Capital 2022

Grenoble é a grande vencedora. Numa lista de quatro cidades – Grenoble, Dijon (França), Talinn (Estonia) e Turim (Itália) – qualquer uma delas justa vencedora, a cidade francesa leva o título para casa e é sagrada vencedora no ano que Lisboa é a Capital Verde.

“O prémio capital verde é sobre promover fantásticos exemplos sobre ambiente, sustentabilidade, por toda europa e à volta do mundo. É sobre inspirar outras e ajudar a estimular a mudança que tão desesperadamente precisamos. Não apenas em uma ou duas cidades, mas em todas as cidades “, sublinhaVirginijus Sinkevicius.

O vencedor deste prémio, que reflete o compromisso social, ambiental e económico com a sustentabilidade e que é um “grande feito para todos os finalistas”, receberá 350 mil euros para preparar o seu ano como Green Capital.

Lisboa Capital Verde Europeia 2020

O vereador José Sá Fernandes, no seu discurso final, faz referência ao percurso que Lisboa está a fazer como a Capital Verde deste ano.

Lisboa foi a primeira cidade do sul da Europa a ser distinguida com esta honra, honra este que “não ganhamos por sermos os melhores, mas sim por causa do progresso que atingimos nos últimos 12 anos e por causa da nossa visão do futuro “, refere o vereador.

E onde fizemos “tudo para preparar um grande ano, um grande programa, para sermos uma inspiração para nós e para todos e para aprender. Começamos o ano com uma bandeira nacional simbólica feita de plásticos recolhidos do oceano, trouxemos o mundo para Lisboa, o secretario geral da ONU António Guterres, o vice-presidente da Comissão Europeia Frans Timmermans, Viginijus Sinkevicius, Comissário Europeu do Ambiente, Oceanos e Pescas, nosso convidado hoje, o presidente de Portugal Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro António Costa e muitos ministros”.

“No nosso primeiro dia plantamos 20 mil árvores com os nossos cidadãos, e englobamos toda a gente, com atividades, seja escolas, universidades, museus (…), mas depois algo mudou, não só para nós, mas para o mundo, mudando as nossas vidas completamente (…) e a pandemia pediu-nos para ouvir e aprender, e resistir e reinventar-nos”

“Sem ações não há futuro sustentável”

No fim, a mensagem de todos os representantes é unânime: o diálogo e a colaboração é a chave. Sendo o discurso do presidente de Lahti um excelente exemplo.

“Vamos enfrentar um novo desafio, nestes tempos incertos precisamos de arranjar formas inovadoras de colaborar e de manter o diálogo a acontecer”, sendo a rede de comunicação criada entre todas as Green Capitals uma prova disso.

“O que as cidades ao redor do mundo precisam, hoje, é de ações mais do que palavras. Porque sem ações não há futuro sustentável”, reforça.