Dia Mundial do Animal – Lisboa Green Capital 2020
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Dia Mundial do Animal

Celebrado a 4 de outubro, o Dia Mundial do Animal é comemorado desde 1931. A data foi escolhida durante uma convenção de ecologistas em Florença e teve em conta o facto de o dia 4 de outubro ser o dia de São Francisco de Assis, o santo padroeiro dos animais e considerada a primeira pessoa a tratar de igual forma pessoas e animais. 

A data pretende sensibilizar a população para a necessidade de proteger os animais e a preservação de todas as espécies, mostrar a importância dos animais na vida das pessoas, assim como, celebrar a vida animal em todas as suas vertentes.

Neste dia é também celebrado o Dia do Médico Veterinário, comemorando-se ao mesmo tempo o profissional que olha pela saúde dos bicharocos.

SOS Animal sensibiliza para a preservação ambiental

Também a organização não-governamental (ONG) SOS Animal não deixou esta data passar em branco e deixou uma mensagem de alerta para “a grave crise ambiental” que o mundo atravessa sensibilizando para a “proteção dos ecossistemas que restam”.

“Tendo em especialmente conta o período conturbado em que vivemos, não poderíamos deixar de assinalar a data, mas, mais importante que isso, inspirar os cidadãos para protegerem o que resta dos ecossistemas e da vida selvagem”, escreve Sandra Duarte Cardoso, presidente da ONG.

Na mesma mensagem Sandra Cardoso lança a campanha “SOS Animal – Ser por todos os seres, com o objetivo de alertar a sociedade para a grave crise ambiental” que o mundo atravessa.

“A covid-19 contaminou não só milhões de pessoas, como todo o espaço mediático, deixando assim para trás outros temas que não são de menor importância, nomeadamente a crueldade que continua a ser exercida sobre os animais e a destruição massiva do seu habitat”, refere.

A presidente que também é médica veterinária escreve ainda que a pandemia que o mundo atualmente atravessa e que “assusta a todos, resultou do abuso continuado e cruel do mundo selvagem e da destruição dos ecossistemas, por lucro e ganância”.

“O medo da doença e da morte, fez travar a fundo o mundo inteiro, um abrandamento que sempre foi assumido por todos os governos como impossível. Há décadas que é solicitado junto dos líderes mundiais, formas de reduzir e reestruturar economias, de forma a resguardar o planeta e construir economias mais sustentáveis”, lembra.

E acrescenta que tal acontece “depois de dezenas de cimeiras mundiais e apelos de todo o tipo de organizações do mundo inteiro, os governos nunca ponderaram abrandar de forma a mitigar a destruição do planeta”.

“É consensual entre a comunidade científica que já entrámos na sexta extinção em massa e a um ritmo mais acelerado (…) e os cientistas, e quem trabalha no terreno há décadas, alertam incessantemente para os problemas ambientais e do mundo animal, e indicam as origens destes, suplicando a união da humanidade para criar e implementar soluções”, destaca.

A presidente refere que “a atividade humana, o exponencial aumento populacional, a invasão e a destruição de ecossistemas, o consumo desmedido, o negacionismo da ciência e a ignorância e inoperância dos Estados e dos seus líderes, estão a ameaçar a sobrevivências de mais de 500 espécies, e todos os dias são extinguidas várias formas de vida terrestres e marinhas”.

Assim, considera que “a pandemia ameaça efetivamente as economias, mas a catástrofe ecológica e a crise humanitária que advêm da destruição dos recursos naturais, é tão grave que tudo o que se fizer ou não fizer nos próximos 10 a 50 anos é o que definira o futuro da humanidade ou a sua própria existência”.

“Enquanto ativista, cientista, médica veterinária e principalmente enquanto cidadã, mãe e humana… rogo-vos, repensem os vossos atos. Adaptando palavras que não são minhas – antes de perguntares o que o planeta faz por ti, pergunta primeiro o que estás tu a fazer pelo planeta. A terra será a única casa que cada um de nos terá”, desafia.