Dia Internacional do Fascínio das Plantas e uma visita pela Estufa Fria – Lisboa Green Capital 2020
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Dia Internacional do Fascínio das Plantas e uma visita pela Estufa Fria

Dia 18 de maio não é só o dia em que se comemora o Dia Internacional do Museu, mas também o Dia Internacional do Fascínio das Plantas. Pelo menos, desde 2012, que o dia tem de ser dividido por estes dois acontecimentos. Criado pela EPSO – European Plant Science Organisation, este dia tem como objetivo germinar o fascínio das plantas nas pessoas e chamar a atenção para a importância do estudo das plantas na conservação do meio ambiente e na melhoria da prática agrícola, bem como, na produção sustentável de alimentos.

Portanto, nada melhor do que aproveitar este dia para se passear num dos espaços mais bonitos da cidade e que também reabriu hoje: a Estufa Fria.

Com origens no século XIX, a Estufa Fria é hoje, um dos mais importantes espaços verdes existentes na cidade, um museu vivo onde se pode desfrutar de cascatas, regatos, obras de estatuária e de uma coleção imensa de plantas de espécies diferentes, vindas dos quatro cantos do mundo.

A história deste pequeno paraíso leva-nos ao século XIX. No local onde a estufa se encontra atualmente, existia uma pedreira onde o basalto era extraído. No entanto, devido à existência de uma nascente de água que comprometia a extração da pedra, a pedreira deixou de funcionar.

Assim, anos depois, em 1912, é inaugurada uma zona de abrigo para plantas delicadas. Esta iniciativa tomada por um jardineiro com o intuito de albergar espécies vegetais do mundo inteiro, e que iria servir no plano de arborização da Avenida da Liberdade, sofreu um atraso com a primeira guerra mundial.

Por sua vez, em 1926, o arquiteto e pintor Raul Carapinha, idealizou um projeto para transformar este espaço numa Estufa. O projeto é concluído em 1930 e inaugurado oficialmente em 1933.

Na década de 40, o Parque Eduardo VII sofreu alterações – ganhando a forma com que o conhecemos hoje em dia, e a Estufa Fria não foi exceção. Além do reenquadramento e remodelação da entrada, ganhou ainda novos espaços como o lago fronteiro e a “Nave”, uma enorme sala por baixo da alameda do parque.

E assim se chega a 1975, o ano em que tanto a Estufa Quente e a Estufa Doce, ideias do Engenheiro Pulido Garcia, foram abertas ao público, com o objetivo de possuírem uma exposição permanente de plantas tropicais e equatoriais.

Agora que ficou a saber um pouco mais sobre este espaço icónico da cidade de Lisboa, nada melhor do que uma visita para o ficar a conhecer melhor. Contudo, se ainda não se quer aventurar por locais públicos, pode sempre fazer uma visita no conforto da sua casa com o vídeo disponibilizado pela Câmara Municipal de Lisboa.

A Estufa Fria abriu portas hoje, encontrando-se em funcionamento todos os dias entre as 10 e as 19 horas, mas a sua visita é sempre condicionada pelo cumprimento das medidas de prevenção do COVID-19.