Apresentação da nova agenda Lisboa Capital Verde 2020 – Lisboa Green Capital 2020
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Apresentação da nova agenda Lisboa Capital Verde 2020

Novos jardins, novos festivais, uma estação de hidrogénio para abastecimento urbano, uma variedade de conferências e até uma app que identifica mais de 40 mil exemplares de árvores são algumas das novidades da Lisboa Capital Verde 2020, nesta programação adaptada à nova realidade do Covid-19.

Criado pela ONU em 1974, o Dia Mundial do Ambiente tem como objetivo sensibilizar e consciencializar a população mundial para a importância do meio ambiente, assim como, a sua preservação. Apesar das comemorações internacionais, este ano, serem na Colômbia, Lisboa não esqueceu o dia e apresentou a nova agenda da Lisboa Capital Verde Europeia 2020. Com a beleza da Estufa Fria a servir de enquadramento, a nova agenda foi reajustada para se enquadrar nesta nova realidade que, em janeiro, era impensável. Apesar de todos os percalços, de todas as alterações, de todos os cancelamentos, Lisboa não baixou os braços nem deixou de ser a Capital Verde Europeia 2020, a primeira capital do sul da Europa, e toda a programação prevista foi repensada, tendo como foco medidas e eventos que mostram que agora, mais do que nunca, precisamos de cuidar melhor deste pequeno planeta azul!

As novas iniciativas foram apresentadas pelo Vereador do Ambiente – José Sá Fernandes e focam-se em cinco grandes pilares: Informar, Participar, Valorizar, Debater e Envolver e cada um deles recheado de iniciativas que puxam pelo que Lisboa tem de melhor.

“Informar é aquilo que nós nos comprometemos no passado e continuamos a comprometer”

Dentro do informar destaca-se a coleção “Lisboa Guia Informa”, repleta de guias que estarão disponíveis a partir de setembro e serão distribuídos pelas escolas, de forma a informar os mais novos sobre a biodiversidade de Lisboa, a necessidade da preservação dos nossos recursos, como a água ou a energia, ou as boas práticas sustentáveis.

“Vamos ter a maior coleção de botânica de Portugal que alguma vez se fez em sete volumes”, é assim que é descrita a Coleção sobre a Botânica de Portugal, outro dos elementos a evidenciar.

A nova app “Lisboa 24”, que já está disponível para download, permite o acesso a informação, em tempo real, sobre a cidade. A disponibilidade dos parques de estacionamento ou da rede GIRA, avisos importantes à população, condicionamentos de trânsito, intervenções no arvoredo ou um catálogo que, até ao final do ano, contará com mais de 40 mil exemplares de árvores inventariadas são algumas das coisas que podemos consultar na aplicação. 

“Para além da informação era muito importante nós envolvermos e tentássemos que houvesse maneiras de as pessoas participarem” uma das maneiras de isto ser possível é através dos concursos já lançados ou por lançar. Destacam-se os “Mil pássaros” cujo resultado da participação será possível de se visitar na Estufa Fria a partir de setembro, os Eco-Videos que também serão recebidos pela Estufa Fria no mesmo mês, o Lisboa Soa 2020 “A viagem” e os prémios de fotografia e ilustração SNBA.

A plantação de árvores não ficou esquecida “começamos a Capital Verde com 20 mil árvores, mas agora, quando for a época, em outubro, em novembro, em dezembro  temos de plantar muitas árvores, principalmente para homenagear todos aqueles que morreram, sofrearam, trabalharam, os que resistiram e é, para esses, para muitos desses, para nós todos, que temos de plantar mais árvores na época ainda deste ano 2020 Capital Verde”.

“Que maravilha vai acontecer na cidade de Lisboa quando estes três sítios abrirem, de repente temos outra cidade”, é assim que o vereador se refere às obras da Praça de Espanha, Vale de Alcântara e a marinha, a frente ao lado do terreiro do passo. 

As obras que estavam em projeto não foram esquecidas, havendo espaço para obras mais pequenas como a Quinta das Flores, ou obras de maior envergadura como a ponte da Avenida Gago Coutinho, por exemplo.

Também é alvo de destaque as obras que se encontram em projeto final para concluir o Plano Verde do arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles: o Vale da Montanha II e o Vale do Forno.

“São mais territórios que já existiam, que já existem, mais que vamos abrir à população. Uns são nossos, outros são de outros, o que interessa é que são todos em Lisboa” assim foram apresentados os jardins surpresa, que hoje deixaram de ser tão surpresa. O vereador destacou o jardim da Quinta da Alfarrobeira, da Caixa Geral de Depósitos, na Avenida João XXI e o da EPAL, perto das Amoreiras. A abrir as honras teremos o jardim da Biblioteca Nacional, no dia 18 de junho.

A abertura destes jardins prolonga-se até 2021:

  • Jardim da Biblioteca Nacional – 18 de junho 
  • Jardim da Caixa Geral de Depósitos na Av. João XXI 
  • Jardim / Parque do Monte das Perdizes, Monsanto 
  • Jardim / Viveiro da Quinta da Pimenteira, Monsanto Jardim da Casa do Arco – Epal 
  • Jardim da Quinta da Alfarrobeira 
  • Jardim do Arquivo Ultramarino (2021) 
  • Jardim do Palácio da Independência (2021) 
  • Jardim da Água (LIS-WATER) – LNEC (2021) 
  • Jardim da Quinta do Bensaúde – Ampliação do Parque Urbano (2021) 
  • Jardim Gama Pinto (2021) 
  • Jardim Gulbenkian – Expansão (2021) 

Outra das novidades passa pela criação dos primeiros parques infantis em cortiça, feitos com matéria-prima portuguesa, valorizando assim o que é nacional. 

“O mais importante de tudo é o compromisso”

O compromisso é algo de extrema importância para a Capital Verde, tanto que, os compromissos assinados pelas empresas referentes à Ação Climática Lisboa 2030 foram materializados num mural na Avenida Calouste Gulbenkian.

Não ficou esquecido o compromisso para com a cidade e no eixo da energia existem duas grandes novidades: a criação de uma estação de hidrogénio em Carnide, “a primeira estação de hidrogénio para abastecer veículos (elétricos)” e a medida “Shore-to-ship”, que prevê alimentação elétrica para os navios cruzeiros atracados, ou seja, a partir de 2022 os navios de cruzeiros vão deixar de poder utilizar gasóleo quando atracarem em Lisboa.
Por sua vez, no eixo da água, é de evidenciar o facto de a cidade de Lisboa voltar a ter água da nascente para regar ou lavar as ruas, fortalecendo o trabalho já efetuado com a água reutilizada.

Programação

No que toca à cultura as conferências, as exposições e os festivais vão continuar.
“Vamos ter conferências, obviamente, menos do que estávamos a pensar. Vamos ter vários eventos, menos do que estávamos a pensar, mas vamos continuar com as obras, vamos continuar com as iniciativas, vamos procurar informar da melhor maneira possível os cidadãos” referiu o vereador.

Apesar do pesar de recordar que as “três maiores conferências” já não se realizarão, referindo-se assim à Conferência dos Oceanos da ONU, à conferência dos transportes da União Europeia e à Urban Future, Sá Fernandes, defende que Lisboa “fica sempre a perder, mas ganha-se noutras coisas”. E é aqui que se destacam a conferência Qualidade de Vida na Cidade: Saúde Pública, Poluição Atmosférica, realizada na Culturgest a 3 de novembro e o “Planetiers World Gathering”, tido como “o maior evento de inovação sustentável do mundo”, remarcado para 21 a 24 de outubro.

A Academia das Ciências, mais uma vez, abrirá portas para várias conferências como a Sustainable Fashion Bussinesse, uma conversa sobre a sustentabilidade no mundo da moda.

Outubro será o mês chave no que toca a eventos oficiais da Comissão Europeia, recebendo os Prémios Capital Europeia no dia 7 e 8 e a Abertura Green Week no dia 19.

Muitas das exposições marcadas sofreram alterações nas datas, sendo de destacar:

  • Os 500 desenhos da Silva Porto, Coleção SNBA – a decorrer até 15 de julho;
  • O Mar é a Nossa Terra, CCB – 10 de março a 17 de janeiro 2021;
  • Jardins Históricos de Portugal – Memória e Futuro (BNP) – 18 de junho 2020 a 21 de jarço 2021 
  • João da Silva: o legado e a crise de 1952 na SNBA – 28 julho até 26 de setembro 2020 
  • Lixo Luxo (MUDE) – 10 setembro 2020 a 31 janeiro 2021 
  • Lisboa Capital Verde: Prémio de Ilustração – 8 de outubro a 7 de novembro. 
  • Cultivar: as Hortas na Cidade de Lisboa (Museu de Lisboa /Palácio Pimenta – 22 outubro 2020 a 19 setembro 2021 
  • Lisboa Capital Verde: Prémio de Fotografia – 19 novembro até 31 de dezembro 
  • Lisboa Capital Verde: Salão dos Associados SNBA – 18 dezembro 2020 a 16 janeiro 2021 

“Nós que aprendemos a escutar a cidade vamos ter um grande festival de som”, é assim que é apresentado o Lisboa Soa, remarcado para 24 a 27 de setembro. O Festival Sustentabilidade a 25 e 25 de outubro também acontecerá, assim como, o Festival Iminente e agora, mais imediatamente, os jardins abertos, nos fins de semana de 18-19 e 25-26 de julho.

“Lisboa sai desta pandemia, vai sair desta pandemia, como verdadeiramente uma Capital Verde. Capital Verde não 2020, mas Capital verde ponto. Uma Capital que quer e que vai ser verde! Uma Capital que vai colocar a saúde no topo! Uma Capital que vai colocar a sustentabilidade no topo! Uma Capital que vai tomar as medidas e as iniciativas e que vai mobilizar todos para este compromisso!” Termina assim, Fernando Medina, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, este novo relançamento da agenda da Lisboa Capital Verde 2020, com uma mensagem de esperança e de compromisso para com esta nossa cidade!